update: a versão release é 2.0.1, e não 2.0 apenas.
Ufa! Chegou o dia a hora! Acaba de ser anunciado por DHH o release do Rails 2.0… os desenvolvedores Rails mais antenados (e que não gostam de deprecation warnings) não terão grandes problemas na migração, pois desde o último release da 1.x.x já haviam warnings avisando de todos os métodos que estavam obsoletos.
O Rails 2.0 vem para facilitar ainda mais a vida dos desenvolvedores. Idéias novas e antigas, muito mais leve e limpo (sem gordura). Muito que antes estava no core do Rails agora é apenas um plugin, um dos casos mais clássicos é a substituição do ActionWebService pelo ActiveResource (uma opção por padronizar o uso do REST em detrimento ao SOAP).
Vamos ao que há de novo:
Sexy migrations (ou como queira chamar)
As migrations ficam mais fáceis e ágeis com este novo recurso:
Ao invés de:
t.column :first_name, :string t.column :last_name, :string
Temos:
t.string :first_name, :last_name
namespaces nas rotas
já pensou?
map.namespace(:admin) do |admin| admin.resources :users end
Este pequeno bloco de código mapeia aquele seu controller Admin::UsersController como um recurso, onde você tem admin_user_url, admin_users_url, …
Convenção em controllers que são recursos REST
Agora da para reaproveitar (sem gambiarra) um controller (resource) em vários contextos. Isso se deve a uma convenção de que todo controller que será um resource agora está no plural. Então…
map.resources :users # /users => UsersController#index map.resources :groups, :has_many => :users # /groups/1/users => UsersController#index
Multiview
Agora a view é associada ao renderizador e ao formato, ou seja, index.rhtml agora é index.html.erb, onde html é o formato e ERB é o renderizador. index.erb (sem o formato) é que tem a mesma template para todos os formatos. index.atom.builder utiliza o Builder, este formato antes seria index.rxml. Desta forma uma view é mapeada diretamente para o formato requerido no Request.
URLs made easy
Se temos um map.resources :users, então link_to(@user.name, @user), mapeia para a URL direta do @user, ou seja, /user/:id. O mesmo para form_for(@user) e redirect_to(@user), e tudo mais que usa a magnífica construção de URL do rails.
Autenticação HTTP
O novo módulo de autenticação HTTP ajuda bastante em vários aspectos. Tanto para eliminar uma tela de login simples, quanto para autenticação quando se está sendo acessado via API RESTful.
def auth authenticate_or_request_with_http_basic do |username, password| if user = User.auth(username, password) set_current_user(user) return true else return false end end end
Mais segurança
Rails 2.0 melhora a segurança tendo habilitado como padrão uma proteção contra ataques XSS e CSRF. Rails 2.0 também adiciona o suporte a HTTP-only cookies (que não podem ser acessados via JavaScript), estes serão usados na proteção citada anteriormente nos browsers que já o suportam.
Exceções
Finalmente! Hehehe, esta é boa. Agora você pode tratar exceções em todo controller (independente da action) e em controllers filhos de forma única.
class ApplicationController < ActionController::Base rescue_from ActiveRecord::RecordNotFound, :with => :not_found def not_found render :template => "errors/not_found" end end
Este código renderiza uma template única de “not found” para sempre que tentar procurar um registro que não existe, em todos os controllers filhos de ApplicationController.
AtomFeedHelper
Um helper para o Builder para construção de atom em um jeito mais rubista… Veja se não é fácil…
Em um index.atom.builder
atom_feed do |feed| feed.title("Thinking About Something") feed.updated((@posts.first.created_at)) for post in @posts feed.entry(post) do |entry| entry.title(post.title) entry.content(post.body, :type => 'html') entry.author do |author| author.name(post.author_name) end end end end
Fonte: weblog.rubyonrails.org







Ainda é necessária aquela “gambiarra” usando javascript e um campo oculto inline nos links para emular o REST, ou seja, emular as chamadas HTTP PUT e DELETE nos browsers?
Rapaz, você está precisando muito melhorar o seu português, hein? E verifique se a tradução de “deprecated” é depreciado mesmo.
“deprecated” significa “obsoleto”. Só para responder ao último comentário. Ele criticou o a tradução porque “depreciado” significa “desvalorizado” ou “sem valor”. E “obsoleto” seria sim um termo mais exato.
Ok, obrigado Hugo.
Henrique, a gambiarra ainda existe, e na verdade seria um contorno à especificação do HTML, pois lá não se contempla os verbos DELETE e PUT.