Não seria incrível poder usar todo o poder do HTML5 e do CSS3 agora, neste momento? Dizer adeus ao Flash para as tarefas corriqueiras, usar qualquer fonte no seu site e fazer uma bela combinação tipográfica, trabalhar com sombras, transparências e múltiplos fundos aplicados? Pois bem, você pode no Symbian, no Android, no iPhone, no Palm Pré, no PS3, no Wii e em outros zilhões de gadgets – e me mata de raiva não poder fazer o mesmo para o desktop. Culpa de quem? Aaaah… ;D
Houve um tempo onde a graça do mercado de browsers era criar novas tags e novos padrões para vencer uma tal guerra pela preferência de usuários e desenvolvedores. A W3C já existia, mas seus padrões eram ignorados em favor dos interesses comerciais. Hoje, a situação é inversa: quanto mais dentro dos padrões e rápido para implementar as novas especificações, mais adorado pelos desenvolvedores é o browser.
Então, se hoje os padrões são meticulosamente discutidos e construídos em conjunto pelos fabricantes de browsers, cada um deles usar um motor diferente para renderizar o mesmo código ainda faz tanto sentido assim? Digo, se o objetivo é de que todos acabem renderizando algo idêntico (ou seja, segundo a especificação) e no menor tempo possível, porque não unir esforços também no desenvolvimento? Chrome e Safari são dois browsers distintos, com diversos diferenciais, mesmo que utilizem a mesma engine (Webkit). Um módulo que suportasse XUL (entre outras coisas) em uma engine padrão não seria o suficiente para tornar o Firefox o mesmo monstro das extensões que é hoje? Um IE sem o Trident não seria a alegria dos milhões de desenvolvedores que o praguejam diariamente? Se os padrões são tão importantes, por que a engine ainda é um diferencial de mercado? Por que não mudar?
Tendência a estagnação? Haveria algo pior do que estes 10 anos que estamos impedidos de avançar?
Mais alguns devaneios
- O uso de partes do JSCore do Webkit pelo Firefox no JägerMonkey, seu novo motor Javascript, pode sinalizar um maior intercâmbio de funções ou de código mesmo entre os browsers? O Dragonfly do Opera e as extensões do Chrome – ambos se espelhando em pontos fortes do Firefox – também seriam exemplos disto?
- É possível que o IE9 não esteja sendo totalmente escrito pela Microsoft – mas também usando partes de Webkit e Gecko?
- Não é de se notar que algo está muito errado quando você se depara com um browser triple-engine?
- A identidade dos browsers não está enfraquecendo? Tudo não parece mais ou menos igual? Para o usuário comum, qual a diferença entre Firefox, Chrome e Safari? Personas/Skins? Minimalismo?
- Se nenhum deles hoje apresenta nenhum grande atrativo ou diferencial para o usuário (nenhum é um killer app para o usuário como o Firefox talvez seja para o desenvolvedor), porque ele deixaria de usar o browser default do sistema operacional?
Antes das pedras: leia ‘utopia’ e ‘devaneios’ nos títulos. São suposições. Visões de um mundo melhor (ou não). Nada mais.







Concordo plenamente.
Seria muito bom podermos usar todo o poder do CS3 e HTML5 no desenvolvimento atual. Mas infelizmente, uma quantidade enorme de usuários ainda usam o falecido IE6, o IE7 e IE8.
Temos que esperar por novidades em parte da Microsoft, ou então que o chrome/firefox ganhem mais espaço.
Eu tentei postar um comentário duas vezes há algumas horas e ainda não apareceram… Você poderia verificar nos logs se houve algum erro?
Talvez fosse o tamanho. Tentarei postar em blocos. Segue o primeiro.
Eu vejo bastante espaço na briga entre os navegadores e a considero muito saudável. Acredito que eles evoluem mais rapidamente enquanto competidores do que se unissem esforços…
Um navegador web não se trata apenas de renderização. Mesmo que fosse possível utilizar uma mesma engine de renderização entre os navegadores, há vários outros fatores:
- Footpring: projetar um navegador para sistemas embarcados é diferente de projetar para desktop. Em vez de suportar diversos recursos, é possível enxugar o código para seguir apenas a especificação da W3C e retirar suporte a plugins, por exemplo.
- Estabilidade: nem todos os navegadores são estáveis e a estabilidade não está necessariamente relacionada à renderização.
- Segurança: independentemente de renderização, a segurança é um tópico a parte e muito importante.
- Integração com sistemas diversos como Feeds, E-mail, Mensageria Instantânea, IRC, Download Manager, BitTorrent, etc. O Opera integra várias dessas tecnologias. Outros podem preferir um navegador mais enxuto. A Mozilla prefere que o Firefox seja minimista, extendendo-o através de extensões. O Opera não suporta extensões mas vem pré-instalado com vários recursos, como Mouse Gestures e outros.
- Arquitetura: o Google Chrome utiliza diferentes processos com todas as suas vantagens de desvantagens. Um usuário com muita memória (desktop) normalmente irá preferir esta arquitetura pela isolação de problemas e maior segurança, enquanto um usuário com pouca memória (dispositivos embutidos) podem preferir arquiteturas mono-processo, como o Opera.
- Visual / Interface /Look & Feel: alguns navegadores irão se ajustar melhor a um desktop. O Konqueror se integra bem ao Look&Feel do KDE como o IE se integra ao LF do Windows
Eu usei o Opera como navegador principal desde sua versão 5.12 até a versão 10, quando surgiu a versão beta do Chrome para o Linux. Eu ainda considero o Opera mais funcional, mas prefiro o Chrome por carregar mais rapidamente em meu notebook. Particularmente nunca gostei do Firefox, Internet Explorer, Safari, Konqueror e outros. Só gostava do Opera. Agora gosto do Chrome também.
Eu apóio a diversidade de navegadores e prefiro que continuem com esta disputa que só resultam em melhoras para o usuário final.
Acredito que boa parte do CSS3 e HTML5 já sejam suportados pelo Opera, por exemplo. O processo será acelerado na medida em que os desenvolvedores utilizarem mais estes recursos e colocarem uma nota “você precisa ter um navegador compatível com os padrões mais modernos da W3C. Tais navegadores incluem Opera 10.0, yyy, yyy”. Mesmo que um único navegador suporte. Infelizmente nem todos podem fazer isso, mas alguns podem. Se o serviço coincidiir de ser muito utilizado omo um YouTube, GMail, etc, rapidamente os navegadores ver-se-ão forçados a suportar tais padrões rapidamente e os usuários serão forçados a realizarem um upgrade de seus navegadores para serem capazes de utilizar tais recursos…
Se eles podem baixar plugins do Flash, Java ou Adobe Reader, por que não poderiam atualizar seus navegadores?
Talvez o maior erro da história dos browsers tenha sido o IE6, não só por uma questão de construção e tudo mais, mas também por uma questão de timing. Ele veio justamente quando o uso dos padrões explodiu, num OS que vendeu como água e foi pirateado a rodo. Depois disso, a Microsoft não teve sucesso com o seu sucessor, tampouco implementou uma política de atualizações ‘forçadas’, por conta dos clientes corporativos, que ja tinham implementado sistemas que só eram compativeis com o IE6. E assim estamos até hoje, infelizmente.
Sim, o Opera suporta mto do CSS3 e HTML5. Por muito tempo ele reinou absoluto entre o que suporta melhor os padrões. Talvez o Webkit esteja empatado hoje e o Firefox não muito longe.
Finalmente descobri o problema ao tentar postar a última parte do comentário. Aparentemente xxy (obviamente se eu escrever tudo este comentário não será postado) é uma palavra banida… O pior é que nenhuma mensagem é dada nesses casos…
Rodrigo, havíamos sido bombardeados por spam no último mês e agora todos os comentários tem ficado para aprovação manual. Desculpe a demora.