The quick fire fox jumps over the explorer
O Smashing Magazine (Inayaili de Leon) fez um excelente post sobre o que está disponível e o que vem por aí no CSS3 com relação a texto e formatação.

A especificação final do CSS3 ainda não está pronta e algumas coisas ainda devem mudar. Muito do que é mostrado ainda não é suportado por alguns dos browsers mais populares (principalmente o Internet Explorer). No entanto, se você é designer ou programador de interfaces já pode fazer alguns testes e ir adiantando o aprendizado. Destaque para o novo text-decoration e mais uma vez para o @font-face.

Um novo mercado

A possibilidade de incluir fontes em um site diferentes das que o usuário possui instaladas na máquina é um grande avanço para o design, sem dúvida. Mais do que isso, é o surgimento de um novo mercado. O Fontspring vende fontes compatíveis com @font-face além das fontes comuns para desktop. Mas, qual a diferença? Bom, a mais importante delas é com relação à licença, que deve permitir explicitamente o embeding. Isto vale também para outras formas de embeding/replacement, como o Cufón (usado aqui no TAS). Para funcionar no IE, a fonte (pelo menos por enquanto) deve ser convertida para o formato EOT, da Microsoft. A principal polêmica do embed de fontes é justamente quanto ao formato x pirataria. Até agora, os formatos de fonte para web são os mesmos do desktop, onde bastaria baixar o arquivo indicado no arquivo CSS para se ter o arquivo de fonte totalmente funcional em um outro computador. Ainda não se chegou a um consenso/acordo entre as type foundries, designers de tipos, fabricantes de browsers, etc., e o assunto ainda deve render.

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Uma das grandes máximas do design de interfaces é aquela de que quanto mais invisível, mais eficaz ela é. Dispensar manuais e treinamentos também é um outro bom indício de uma interface bem construída. No caso de um sistema operacional, onde você tem usuários com diferentes graus de familiariadade com computadores e o utilizam também para finalidades tão distintas, parece muito complicado construir uma interface tão abrangente. Vou tentar comentar neste post as diferenças no projeto de interface entre os principais sistemas operacionais e gerenciadores de janelas.

Wizards

Wizard - Windows XP

O Windows carrega no colo o usuário iniciante na maioria das situações. A cada novo ajuste, uma sequência de passos dentro de um wizard vão explicando o que o usuário deve fazer. São parágrafos e mais parágrafos, com orientações e possíveis caminhos. Parece ótimo: deixa o usuário mais seguro, facilita o tratamento de erros, não desfavorece o usuário médio – que ignora os textos – etc. Por outro lado, dificulta a tradução de textos e mais textos em todas as línguas a cada versão. Para o usuário avançado, que talvez precise executar a mesma tarefa num dia, é mais que desconfortavel. Tentar explicar em prosa ou limitar configurações que podem ser usadas para inúmeros fins também não é uma saída das mais inteligentes. Qual a diferença entre a rede doméstica e a rede de pequena empresa? Qual a diferença entre a instalação rápida, completa ou personalizada? Qual a necessidade de um texto enorme sobre o que está sendo feito seguido de um campo “Máscara de Sub-Rede” logo abaixo? Isto realmente é familiar ao usuário? Caberia um wizard em um caso como esse?

Painel de Controle

Usei o Windows desde a versão 3.1. Desde aquele tempo, havia um painel de controle para definições gerais do sistema. Fontes, dispositivos, tela, etc. Alguns poucos ícones. De lá pra cá, o sistema foi se tornando mais complexo. O número funcionalidades do sistema operacional cresceu, surgiram diversos tipos de dispositivos e possibilidades de trabalho. Com o sistema, o número de ícones no Painel de Controle se multiplicou: o que não é exatamente muito bom. Janelas de configuração já existentes em outras versões do Windows foram mantidas e funções afins foram sendo postas em itens separados. Chegamos hoje ao cúmulo de ter meia dúzia de itens relacionados a rede, além de uma barra mutante do lado esquerdo. Para onde ir?

Tentando simplificar e reduzir o caos, desde o Windows XP (ou seria o 2000?) há uma versão resumida (com os itens mais comuns) e uma ‘avançada’ do Painel de Controle. Esta é realmente a melhor saída?

Em verso

A Apple é uma empresa conhecida por tomar decisões pelos seus usuários, muitas vezes radicais. Provavelmente “Macintosh sem possibilidade de upgrade”, “retirada do drive de disquete”, “somente porta USB”, “retirada do drive de dvd”, “sem 3G” e “monotarefa” façam algum sentido pra você. A verdade é que o Mac OS, principalmente a partir da versão 10, também é um sistema extremamente opinativo, objetivo, direto.

Windows 3.1

Windows 3.1

Windows 7

Windows 7

Mac OS X

Mac OS X


Dentro do mesmo ambiente há telas e configurações comuns a usuários iniciantes e avançados. Seu uso é confortável para ambas as personas. Isto se dá por conta das telas enxutas e organizadas, suficientemente didáticas e bem suportadas por tópicos de ajuda. Manter uma tela única e mutante para todos os itens do painel de controle também reduz consideravelmente a frustração caso o usuário se engane e abra um item que não contém o que ele procura (por exemplo, abrir ‘teclado’ ao invés de ‘idiomas/texto’ para trocar o layout de teclado). É simples voltar e usar outro item. Exceto em algumas poucas situações, não há ‘modo Avançado’ nas configurações normais. Itens mais específicos e que são procurados somente por usuários avançados estão fora das preferências do sistema, na forma de aplicativos da pasta Utilitários.

O Terminal

Taquigrafia ou estenografia (do grego taqui = rápido e grafia = escrita) é um termo geral que define todo método abreviado ou simbólico de escrita, com o objetivo de melhorar a velocidade da escrita ou a brevidade, em comparação a um método padrão de escrita. Fonte: Wikipedia

A comparação com a taquigrafia ou mesmo com LIBRAS é apenas uma brincadeira, mas não há nada mais eficiente, preciso e rápido para um usuário avançado do que o terminal: nenhuma interface ultra revolucionária ou esquema de janelas existente. Difícil competir com um ifconfig na hora de configurar uma rede, meia dúzia de arquivos de texto para configurar usuários, grupos e permissões e alguns scripts para algumas tarefas rotineiras. A distância entre pensamento e a execução é mínima. A linguagem e a dispersão são reduzidas ao máximo, enquanto o foco é total. A vantagem ainda é maior quando a necessidade é de executar tarefas repetidas ou estar no controle de várias máquinas ao mesmo tempo.

E então? Para tarefas muito especificas e avançadas uma interface não serve pra nada? Ela é apenas uma muleta for the rest of us? É quase uma pegadinha: O esquema WIMP talvez não seja a melhor maneira de se resolver a interface de determinados tipos de tarefa. Na verdade, talvez não seja a melhor maneira de resolver interface nenhuma – só não teriam inventado nada melhor ou nada que tivesse adoção por parte dos grandes players. Um exemplo semelhante é o teclado QWERTY vs. DVORAK. O terminal, por sua vez, é um tipo de interface, com todos os seus méritos, defeitos e especificidades.

$ love
-sh: love: not found
$ happiness
-sh: happiness: not found
$ peace
-sh: peace: not found
$ kill
-sh: you need to specify whom to kill
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[Link] Dive Into HTML5

18 de fevereiro de 2010 às 11:58 | Lucas Petes

openclipart
Mark Pilgrim (O’Reilly Media) está escrevendo e publicando uma seleção das funcionalidades mais bacanas do HTML5.

O site faz uso de fonte embed via @font-face, uma das grandes novidades da especificação – além das tags <video>, <audio> e <canvas>, já tão comentadas por aí.

Alguns capítulos já estão prontos ou num estágio bem avançado. Alguns outros, por enquanto, só constam no índice. Pilgrim dá exemplos de aplicação, compara e explica blocos de código.

Em inglês.

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Projeções de futuro: Nokia e Microsoft

12 de fevereiro de 2010 às 14:25 | Lucas Petes

Vem sendo cada vez mais comum a liberação de vídeos conceito por parte de algumas empresas de tecnologia. Comentei no último post algumas projeções de futuro feitas em filmes e agora posto aqui alguns dos principais vídeos feitos por empresas há até pouco mais de um ano:

Nokia

O mais antigo dos videos da Nokia (2008), mas também a projeção mais distante do que temos hoje disponível. O que mais chama a atenção é a aplicação de nanotecnologia e novos materiais, mas sob uma forma de interação não muito diferente do que temos hoje. Além de ser um dispositivo translúcido e dobrável, oferece uma tela com feedback háptico, isto é, pode transmitir a sensação de um botão sendo pressionado, por exemplo. Não é uma proposta tão surreal: algumas aplicações já foram patenteadas por aí e alguns protótipos já foram feitos pela própria Nokia, Samsung, etc.

Talvez esta seja a proposta mais realista e pé no chão de todas. Seu foco está em demonstrar uma computação cada vez mais ubíqua: acompanha o usuário em todos os lugares e situações. Para que isto seja possível, a Nokia aposta no poder da núvem e no transporte de dados entre os dispositivos complementares e específicos via cartão de memória – o que, pra mim, parece bem desconfortável. Sincronização? Bluetooth? WiFi?.

Além dos meios tradicionais de extensão de memória – agenda de contatos e compromissos, notas, alarmes – os dispositivos também possuem reconhecimento facial e podem lembrar a você o nome dos seus próprios amigos :D Na verdade, este recurso pode ser usado como busca ou uma poderosa ferramenta de interação social. Por fim, projetor portátil e a app store (OVI) já são tendências fortes e já estão bem mais para o campo da realidade do que apenas uma projeção.

Realidade aumentada, fones fantásticos, óculos especiais e uma pulseira que controla tudo. O vídeo foi feito para medir a receptividade do público? Trata-se de algo viável em quanto tempo? Para este caso de uso, seria uma tecnologia realmente cômoda e útil? Haveria outras aplicações melhores para as mesmas tecnologias (juntas ou isoladamente)?

Microsoft

O vídeo da Microsoft vem fortemente influenciado pelas tecnologias e formas de interação emergentes (quanto mais buzz, melhor). Não que isto seja ruim, mas é estranho ver o mundo como uma grande tela touchscreen. A apresentação de novos gadgets em formatos não convencionais, além dos vários exemplos de realidade aumentada são bastante impressionantes, mas não aparentam grande utilidade. Particularmente, espero um 2019 em que a tecnologia seja bem mais invisível, não pela sua ausência, mas por uma consequência da sua boa aplicação.

A tecnologia é muito mais fantástica quando vem de encontro a um problema real ou gera uma demanda de algo que vá ser realmente útil para o usuário. É claro que os conceitos apresentados podem se tornar produtos bem sucedidos, mas geralmente não é esta a intenção. Embutidos nos vídeos conceito estão estratégias para animar investidores e amedrontar a concorrência, abafar outros lançamentos, fazer testes de receptividade, demonstrar possíveis aplicações para tecnologias recém desenvolvidas e muito vaporware. Os vídeos também podem dizer muito sobre uma empresa: o que ela espera de si mesma, da sociedade e do mercado no futuro.

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Antes que mandem um tijolo em mim, deixo claro que a intenção deste post é apenas de fazer uma brincadeira com as projeções de futuro que foram feitas pelos dois diretores.

Spielberg de fato constrói uma ficção científica mais popular, com mais ação e aventura, mas nem por isso menos embasada ou mal amarrada — De Volta para o Futuro é uma das provas. Stanley Kubrick veio primeiro. Quebrou tabus em “Lolita”, fez mágica em “2001″, brincou com fogo sem se queimar em “Dr. Fantástico” (Dr. Strangelove).

De volta para o Futuro II (1989), Casa dos McFly, 2015

Quais destas coisas já são tecnologicamente possíveis em 2010? Exceto o hidratador de comida e o flutuador de gente, todas. É obvio que não foi esta a intenção do filme, mas quais são economicamente viáveis? Identificação biométrica, TV enorme de tela plana, projeção na parede, aparelhos de fax (!) de tamanho reduzido, videoconferência na tv, óculos-telefone, etc. Não temos tudo isso em nossas casas porque ainda é caro, porque já surgiram soluções melhores ou simplesmente porque não são coisas tão úteis assim. O mais importante: não há internet nessa projeção. A Web ainda estava para ser inventada em 89.

2001: Uma Odisséia no Espaço (1968), Missão a Júpiter

Hmmm, eles tem tablets/TVs como as que começam a surgir no mercado. Mas… e quanto ao reconhecimento perfeito de voz, inteligência artificial aprimoradíssima, telas com widgets de monitoramento e uma missão tripulada a Júpiter? Arthur C. Clarke e Stanley Kubrick nos superestimaram. Muito pouco do que é mostrado no filme é possível de ser feito hoje — muito menos em 2001. Quantos anos ainda levaremos? E se conseguirmos, o que será viável e o que será engolido por outras tecnologias melhores?

No próximo post vou resgatar alguns vídeos de empresas sobre o futuro que foram apresentados no ano passado. Até que ponto as previsões são afetadas pelas últimas tecnologias emergentes? Algumas já nascem mortas e fora do mercado?

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