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Tecnologia do Futuro: Spielberg nos subestima. Kubrick faz o oposto.

20 de janeiro de 2010 às 17:25 | Lucas Petes | , , , ,

Antes que mandem um tijolo em mim, deixo claro que a intenção deste post é apenas de fazer uma brincadeira com as projeções de futuro que foram feitas pelos dois diretores.

Spielberg de fato constrói uma ficção científica mais popular, com mais ação e aventura, mas nem por isso menos embasada ou mal amarrada — De Volta para o Futuro é uma das provas. Stanley Kubrick veio primeiro. Quebrou tabus em “Lolita”, fez mágica em “2001″, brincou com fogo sem se queimar em “Dr. Fantástico” (Dr. Strangelove).

De volta para o Futuro II (1989), Casa dos McFly, 2015

Quais destas coisas já são tecnologicamente possíveis em 2010? Exceto o hidratador de comida e o flutuador de gente, todas. É obvio que não foi esta a intenção do filme, mas quais são economicamente viáveis? Identificação biométrica, TV enorme de tela plana, projeção na parede, aparelhos de fax (!) de tamanho reduzido, videoconferência na tv, óculos-telefone, etc. Não temos tudo isso em nossas casas porque ainda é caro, porque já surgiram soluções melhores ou simplesmente porque não são coisas tão úteis assim. O mais importante: não há internet nessa projeção. A Web ainda estava para ser inventada em 89.

2001: Uma Odisséia no Espaço (1968), Missão a Júpiter

Hmmm, eles tem tablets/TVs como as que começam a surgir no mercado. Mas… e quanto ao reconhecimento perfeito de voz, inteligência artificial aprimoradíssima, telas com widgets de monitoramento e uma missão tripulada a Júpiter? Arthur C. Clarke e Stanley Kubrick nos superestimaram. Muito pouco do que é mostrado no filme é possível de ser feito hoje — muito menos em 2001. Quantos anos ainda levaremos? E se conseguirmos, o que será viável e o que será engolido por outras tecnologias melhores?

No próximo post vou resgatar alguns vídeos de empresas sobre o futuro que foram apresentados no ano passado. Até que ponto as previsões são afetadas pelas últimas tecnologias emergentes? Algumas já nascem mortas e fora do mercado?