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26Nov07 Livres das plataformas

Não, o título não se refere às sandálias femininas. Estamos falando de uma inclinação do mercado para o fim das aplicações desenvolvidas para uma única plataforma, seja ela Windows, Linux ou o PS3 que você vai comprar no (próximo) Natal. Estamos falando do desprendimento dos softwares e dos seus produtores de certas parcerias um dia lucrativas, mas que hoje só fazem reduzir o mercado de atuação da empresa - inutilmente.

Se um dia foi ‘vantajoso’ desenvolver sites e sistemas que rodassem somente no IE, está claro que hoje não é mais. O Firefox engoliu parte do seu share no Windows, o Safari no Mac cresceu e apareceu e o Opera é lider pra mobiles (cada vez mais usados para navegação na web convencional. esqueça WAP. Ainda não vi também muito sentindo no .mobi*) e não-PCs - e diga-se de passagem que ele é o browser principal do Michel. Não era uma questão de ‘adivinhar’ que o mercado se comportaria dessa maneira. Esse sempre foi um fator que deveria ter sido considerado: não produzir material somente para o grande player do momento, ainda mais na existência de bons padrões.

Se a utilização do Linux vem crescendo tanto e os Macs têm vendido como nunca, por que fazer um software por exemplo, de ‘edição de imagens’, só para Windows (pior ainda se for utilizando uma ferramenta proprietária só para Windows)? Talvez o produto tenha mais chances de sucesso em outro OS pela falta de bons concorrentes, pelo perfil do usuário ou qualquer que seja o motivo, e você nunca descobrirá. É muito mais fácil ter o reconhecimento dos usuários do Linux que é carente de softwares gráficos por um bom software produzido, do que dos usuários Windows. As ferramentas estão aí. Basta usar.

Já nos consoles, a história é um pouco diferente. Cada plataforma tem suas peculiaridades e especificidades. Poder diferente de hardware, outros controles, outras interações. A EA produz hoje jogos para 14 plataformas diferentes e sinaliza que o ideal seria algo como uma set-top box, onde os jogos seriam baixados pela internet, em uma plataforma única. O resultado? Jogos mais baratos, aumento no número de títulos, maior concorrência entre as produtoras, menos dinheiro gasto somente para portar um mesmo jogo entre várias plataformas, etc. Todos ganham.(1)

A briga das plataformas para o mercado de dispositivos móveis é cada vez mais acirrada, principalmente entre os smartphones. Vale citar aqui o prêmio oferecido pelo Google como incentivo ao desenvolvimento de aplicativos para o Android, que é livre e fruto da Open Handset Alliance, que têm como membros empresas como a LG, Motorola, Intel, nVidia, HTC, Qualcomm e várias grandes operadoras.

* O .mobi foi bem usado recentemente para a venda de “automobile” :)

(1)Fonte: MeioBit

update: o KDE4 deve rodar em Linux, MacOS e Windows.

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