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O que é a Milk-it?

3 de março de 2008 às 20:00 | Michel Filipe | , ,

Muitos de vocês, a não ser nossos amigos, não sabem quem somos nós. Acredito também que muitos não saibam que a Milk-it é uma empresa – passei por isso a pouco tempo na Freenode -, né? Resolvi escrever este post na intenção de deixar claro o que é a Milk-it, de uma maneira mais informal e fora dos padrões do nosso site institucional.

História

A Milk-it foi fundada por 3 pessoas: Carlos Júnior, Lucas Petes e Michel Filipe. A idéia começou com o Michel (Eu) querendo montar um grupo de desenvolvimento voltado para software livre, como a .NetRaptors. O Carlos, com quem eu trabalhava na época, gostou muito da idéia e acabou aceitando me ajudar. Depois de alguns dias tentando achar um nome legal – que inicialmente era alguma coisa relacionada a ‘mente’ – chegamos ao ‘milk’ por causa da vaca. A vaca fornece inúmeros produtos – desde o esterco, passando pelo leite, até as carnes de primeira. Já o “it” veio por 3 razões: é mais cool :) , ganhamos o significado de ‘ordenhe-os’ – tirar tudo que o mercado tem de bom e passar para os nossos clientes – e introduzimos o information technology (tecnologia da informação) no nome. O nosso slogan, Thinking About Something, acabou surgindo com um brainstorming e mais tarde veio servir para batizarmos o blog.

Depois desses “pormenores” resolvidos, percebemos que precisávamos de um designer para deixar os softwares menos quadrados e com melhor usabilidade. Então apareceu o Lucas. Eu já havia trabalhado com ele e gostava bastante do seu trabalho. Liguei para ele e expliquei tudo, que acabou aceitando a empreitada.

Depois de muitas reuniões chegamos à conclusão que a Milk-it, antes de ser um grupo de desenvolvimento, já havia se tornado uma empresa, por conta do nível em que as conversas haviam chegado. Hoje, depois de algumas parcerias e clientes, estamos correndo atrás firmes e fortes.

Fundadores da Milk-it

Carlos Júnior

Carlos no Minas on RailsNasceu em Belo Horizonte/MG em 26 de Abril de 1986. Estudou no COTEMIG no ensino médio e atualmente estuda na PUC-MG (Pontifícia Universidade Católica) cursando Ciências da Computação. Pretende depois de formar, cursar pós-graduação em Engenharia de Software e Banco de Dados.

Sua função atualmente é de engenheiro de software e gerente de desenvolvimento. Gosta de escutar rock clássico, hackear códigos alheios e ajudar na tradução de alguns projetos voltados para software livre.

O e-mail para contato é carlos[em]milk-it[ponto]net

Lucas Petes

toblog1.jpgNasceu em Belo Horizonte/MG em 10 de Dezembro de 1986. Estudou no COTEMIG no ensino médio e atualmente cursa Design de Produto na UEMG (Universidade do Estado de Minas Gerias).

Sua função na Milk-it é arquitetar as interfaces, cuidar da identidade da empresa e do financeiro. Gosta de rock e metal, fazer experimentos com design, quebrar o galho dos programadores voltados para software livre e ler exaustivamente as especificações da W3C atrás de coisas novas.

O e-mail para contato é lucas[em]milk-it[ponto]net

Michel Filipe

Foto do MichelNasci em Belo Horizonte/MG em 30 de Outubro de 1985. Estudei no COTEMIG no ensino médio e atualmente estudo na FUMEC (Fundação Mineira de Educação e Cultura) cursando Ciências da Computação. Pretendo depois de formar fazer uma pós-graduação em engenharia de software ou alguma ligada a administração junto com informática.

Minha função atualmente é de engenheiro de software, cuidar do servidor e administração. Gosto de hardcore e punk rock, hackear códigos alheios, ajudar na tradução de projetos de software livre e fuçar no meu Gentoo.

O e-mail para contato é michel[em]milk-it[ponto]net

Ideais

Missão

Construção de softwares em plataforma web, focados principalmente na organização da informação e na facilidade de uso, trabalhando de maneira pró-ativa e buscando a constante evolução do estado da arte.

Visão

Tornar-se uma empresa de renome, conhecida nacionalmente e internacionalmente até o ano de 2013.

Software Livre

Nós da Milk-it temos uma paixão em comum que é o software, ou melhor, o desenvolvimento dele. O modelo de desenvolvimento que melhor se encaixou nessa paixão foi o de software livre. Felizmente é um ramo que está a cada dia mais maduro e profissional. Não é a toa que existem empresas que ganham muito dinheiro com ele: Red Hat (admiro muito), Novell, Google, IBM, Sun, Mozilla, Apache, HP, Dell e etc. Além do aprendizado técnico, conheci muitas pessoas e fiz diversos contatos nesse meio. Só temos a agradecer ao software livre, por ter nos juntado e feito construir a Milk-it.

Caso tenha interesse, veja os nossos projetos de código aberto ou tenha mais informações sobre os projetos que apoiamos.

Vale deixar claro que não somos uma empresa que só desenvolve software livre. Consideramos o modelo de desenvolvimento livre muito bom – tanto quanto o modelo de software como serviço e software proprietário. Adotar ou não uma licença livre para um software depende do plano de negócios que temos para ele. Não somos radicais a ponto de defendermos a abertura do código-fonte de todos os softwares e nem cabeças-duras a ponto de achar que abrir o código-fonte é prejuízo para empresa. Sabemos do potencial de todos eles e que podem trazer lucros se bem planejados.

Genérico ou Especializado?

21 de setembro de 2007 às 17:21 | Michel Filipe | , , , ,

Aqui vai uma pergunta aparentemente fácil: Software bom é aquele que atende a todos ou só a um grupo especializado? A maioria das pessoas não vai hesitar em responder, mas o número de pessoas que acham melhor o software que atende a todos ou o que atende a um grupo especializado é quase igual. Temos softwares de sucesso em ambos os lados como o Microsoft Project e o TRAC. O Microsoft Project procura atender a todos os clientes que precisam de um gerenciador de projeto, enquanto o TRAC procura atender somente aos que precisam de um gerenciador de projeto simples. Não existe o melhor ou pior, mas neste post vou tentar convencer a vocês de que se construir softwares para um grupo especializado é melhor.

Uma empresa de Chicago, Estados Unidos, chamada 37Signals lançou há algum tempo um livro que considero uma obra-prima do desenvolvimento de software, o Getting Real (versão em português). Alguns gostaram tanto do livro a ponto de dizer que seu conteúdo é uma metodologia. Na verdade o Getting Real está mais para uma filosofia de gerenciamento de projeto de software, que também pode ser aplicada em outras áreas. O livro tenta deixar claro que você ganha mais quando faz menos – e que novos problemas, funcionalidades e mudanças vão aparecer sempre, e se você se mantiver pequeno passará por eles mais facilmente.

Um conceito interessante é que você sempre deve se focar na prática, fazendo com que a teoria se torne uma maneira de melhorar a prática. A prática é tão levada a sério que o livro recomenda que você comece o sistema pelas telas e não pelos diagramas uml, porque com as telas que os usuários do sistema vão interagir. E eles não estão mentindo.

Também seguindo o conceito de A Catedral e o Bazar (de Eric Raymond), o Getting Real incentiva que o software seja liberado para os usuários o quanto antes, porque assim você passa a ter feedbacks que direcionam o desenvolvimento do seu software para a real necessidade dos usuários. Então eu devo liberar Beta? Sim! O quanto antes você liberar o seu software, mais satisfeito ficará o usuário e mais chances ele terá de alcançar o sucesso.

Voltando a comparação do Microsoft Project e o TRAC, depois de ter entendido o Getting Real, faço algumas perguntas:

  • Para solucionar bugs, qual é o mais fácil? TRAC.
  • Se tiver que solucionar problemas no projeto, qual tem mais prejuízo? Microsoft Project.
  • Mudança grande no projeto, qual vai sofrer mais para concluir? Microsoft Project.
  • Qual software precisa de uma linha de aprendizagem maior? Microsoft Project, que é muito maior.
  • Qual software tem a maior parte de suas funcionalidades sendo usadas? TRAC, que por experiência própria chega a ser quase 100%.
  • Qual software precisa de um maior investimento inicial? Microsoft Project – dá até medo de pensar.
  • Quando você usa o TRAC, você fica tão satisfeito quanto o Microsoft Project? Sim, apesar que raramente tenho que usar algum outro software para uma necessidade específica.
  • Qual precisa de um maior esforço inicial do cliente – sem pensar no pagamento da licença? Microsoft Project.

Na Milk-it usamos a filosofia do Getting Real em tudo que podemos e nossos ganhos para uma empresa nova estão sendo significativos. Se você quer evitar stress no mundo de hoje onde temos que gerenciar várias coisas, sempre ao mesmo tempo, leia o livro e pratique. :)