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22Out07 Case - Site da Milk-it

Olá a todos! Tomei a iniciativa de criar uma “coluna” no blog para contar as histórias dos cases da Milk-it. Vou começar a coluna contando a história do nosso próprio site.

Muitos aqui não sabem, mas a Milk-it ficou um ano sem site. Não tínhamos condições de parar algum projeto para nos dedicar somente ao nosso site, e ainda não temos, mas é com isso que entra a parte interessante. Eu, Lucas e Carlos sabíamos que uma empresa de tecnologia sem site é equivalente a um cavaleiro sem cavalo - me perdoe a analogia hehe. Pensando assim, resolvemos aproveitar a semana em que um projeto estava em homologação e decidimos botar a “mão na massa”. Uma semana é muito pouco? Sim, também achamos, mas conseguimos!

1ª Etapa - Elaboração das telas

Esboço das telas do site da Milk-itPor sorte o Lucas havia elaborado uma idéia de layout para o site em suas horas vagas. Isto facilitou muito o nosso trabalho por conta do tempo que tínhamos disponível, porque não precisávamos passar pelo famoso ócio criativo.

Aqui na Milk-it temos um quadro branco que serve para rabiscarmos idéias e tarefas, então fizemos uma reunião para definir os elementos que vão ter nas telas e os fluxos delas. A imagem ao lado mostra o esboço que fizemos - a qualidade da foto está ruim, porque foi tirada de um celular. Se reparar, vai ver que o site segue os fluxos de telas desse esboço apesar das seções não serem as mesmas.

2ª Etapa - Corte do layout e os textos do site

Esboço dos textos do site da Milk-itNesta etapa dividimos o trabalho em duas partes: O Lucas cortou o layout, eu e o Carlos produzimos os textos. A imagem ao lado mostra como era feita (Google Docs) a produção dos textos. O Lucas finalizou rapidamente o corte do layout e começou a ajudar na produção dos textos. Com todo o conteúdo produzido mandamos para a nossa redatora freelancer, que também concluiu o trabalho em poucas horas.

3ª Etapa - Integração do layout com o Rails

Essa parte foi a mais fácil! Só precisou do Lucas trabalhando sob demanda para o Carlos. Em menos de 1 dia de trabalho foi tudo concluído. Claro, como um bom admirador não poderia deixar de dizer que o Rails ajudou demais o nosso trabalho.

Apesar das “mil maravilhas”, eu e o Carlos tivemos uma pequena discussão: “Usar a página de busca do Google ou a API do Yahoo para fazer as buscas no site?”. Eu, focando sempre em simplicidade, queria usar a página de busca do Google e o Carlos a API do Yahoo. O Carlos acabou me convencendo que iria desenvolver rapidamente e iria ficar muito mais bonita. Tenho que tomar cuidado, acho que sou um fanático por simplicidade… Hehehe!

Apesar de existir a 4ª etapa, foi nessa etapa que lançamos o site e concluímos uma semana de trabalho.

4ª Etapa - Correção dos bugs

Para quem já leu o Getting Real (37Signals) e/ou A Catedral e o Bazar (Eric Raymond) sabe que é melhor lançar uma versão Beta e continuar melhorando, do que lançar uma versão Release e deixar parada. Você acaba moldando naturalmente o software para atender aquilo que ele realmente se propõe, sem funcionalidades X,Y,Z que ninguém usa. Corrigimos alguns bugs que aconteciam na renderização de alguns browsers - minha raiva pelo IE só aumenta -, melhoramos algumas páginas e implementamos alguns detalhes no site.

Já estamos com algumas alterações para fazer no site. Estamos planejando para ver se “aquela semana” aparece. E quero deixar claro que o desenvolvimento do site não acabou e que precisamos da ajuda de vocês para deixa-lo da melhor forma possível. Então, para sugestões, bugs e críticas utilize o nosso contato.

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21Set07 Genérico ou Especializado?

Aqui vai uma pergunta aparentemente fácil: Software bom é aquele que atende a todos ou só a um grupo especializado? A maioria das pessoas não vai hesitar em responder, mas o número de pessoas que acham melhor o software que atende a todos ou o que atende a um grupo especializado é quase igual. Temos softwares de sucesso em ambos os lados como o Microsoft Project e o TRAC. O Microsoft Project procura atender a todos os clientes que precisam de um gerenciador de projeto, enquanto o TRAC procura atender somente aos que precisam de um gerenciador de projeto simples. Não existe o melhor ou pior, mas neste post vou tentar convencer a vocês de que se construir softwares para um grupo especializado é melhor.

Uma empresa de Chicago, Estados Unidos, chamada 37Signals lançou há algum tempo um livro que considero uma obra-prima do desenvolvimento de software, o Getting Real (versão em português). Alguns gostaram tanto do livro a ponto de dizer que seu conteúdo é uma metodologia. Na verdade o Getting Real está mais para uma filosofia de gerenciamento de projeto de software, que também pode ser aplicada em outras áreas. O livro tenta deixar claro que você ganha mais quando faz menos - e que novos problemas, funcionalidades e mudanças vão aparecer sempre, e se você se mantiver pequeno passará por eles mais facilmente.

Um conceito interessante é que você sempre deve se focar na prática, fazendo com que a teoria se torne uma maneira de melhorar a prática. A prática é tão levada a sério que o livro recomenda que você comece o sistema pelas telas e não pelos diagramas uml, porque com as telas que os usuários do sistema vão interagir. E eles não estão mentindo.

Também seguindo o conceito de A Catedral e o Bazar (de Eric Raymond), o Getting Real incentiva que o software seja liberado para os usuários o quanto antes, porque assim você passa a ter feedbacks que direcionam o desenvolvimento do seu software para a real necessidade dos usuários. Então eu devo liberar Beta? Sim! O quanto antes você liberar o seu software, mais satisfeito ficará o usuário e mais chances ele terá de alcançar o sucesso.

Voltando a comparação do Microsoft Project e o TRAC, depois de ter entendido o Getting Real, faço algumas perguntas:

  • Para solucionar bugs, qual é o mais fácil? TRAC.
  • Se tiver que solucionar problemas no projeto, qual tem mais prejuízo? Microsoft Project.
  • Mudança grande no projeto, qual vai sofrer mais para concluir? Microsoft Project.
  • Qual software precisa de uma linha de aprendizagem maior? Microsoft Project, que é muito maior.
  • Qual software tem a maior parte de suas funcionalidades sendo usadas? TRAC, que por experiência própria chega a ser quase 100%.
  • Qual software precisa de um maior investimento inicial? Microsoft Project - dá até medo de pensar.
  • Quando você usa o TRAC, você fica tão satisfeito quanto o Microsoft Project? Sim, apesar que raramente tenho que usar algum outro software para uma necessidade específica.
  • Qual precisa de um maior esforço inicial do cliente - sem pensar no pagamento da licença? Microsoft Project.

Na Milk-it usamos a filosofia do Getting Real em tudo que podemos e nossos ganhos para uma empresa nova estão sendo significativos. Se você quer evitar stress no mundo de hoje onde temos que gerenciar várias coisas, sempre ao mesmo tempo, leia o livro e pratique. :)

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