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Webkit e Epiphany

17 de dezembro de 2007 às 13:51 | Carlos Júnior | , ,

Num outro post o Lucas falou sobre diversos browsers – na verdade, sobre seus renderizadores. Bom, faltou um: Epiphany Web Browser. Mas por que ele não foi citado? Na verdade, a título de “renderizadores”, o Epiphany não teria relevância por utilizar o Gecko (Firefox). Mas o quadro está mudando.

Pela forma polida e bem feita que o Epiphany foi feito, este permite que um backend seja facilmente incorporado, e é o que já vem sendo feito com o WebKit. Ele já é suportado desde a versão 2.19.6 do Epiphany. A importância de se ter um browser utilizando WebKit no mundo dos SOs Linux é a mesma do projeto ies4linux: nós desenvolvedores web podermos desenvolver ferramentas que sejam amplamente compatíveis com o mercado. O WebKit é o renderizador do Safari. Ou seja, testar no Epiphany-WebKit (que é como o Epiphany usando o backend WebKit é chamado) garante com ao menos 90% de ceteza que funcionará no Safari.

O Epiphany-WebKit já está incluso em distribuições de peso como Debian (se souberem de outra, por favor, comentem :D ) e há planos para que esta vertente se torne o padrão no Epiphany – e consequentemente em todas as distros que o utilizam como browser padrão.

P.s.: dica de como instalar Epiphany com WebKit no Ubuntu

Tradução de Software Livre

27 de setembro de 2007 às 10:39 | Carlos Júnior | , ,

Conheci há algum tempo o movimento dos tradutores de software através do blog do Og. Tive interesse em participar, mas sobrou timidez por conta do meu inglês, que apesar de não ser ruim, foi autodidaticamente em IRC, jogos, filmes e artigos científicos. O que eu não esperava é que para trabalhar com tradução de software o mais importante não é ter um inglês de alguém natural de um país que o têm como língua oficial, mas sim um conhecimento básico e força de vontade para a tarefa.

A rotina de um tradutor passa constantemente pelos vocabulários padrões (LDP-BR, Open-Tran), pelo irc (#tradutores na freenode), pelas listas de discussão e até pelos tradutores on-line. Vale lembrar que um dos grandes erros de quem começa a traduzir é pensar que tudo deve ser traduzido exatamente da forma como foi escrito originalmente. Porém, apesar de que a fidelidade é necessária, o mais importante é manter o sentido original.

Se empolgou? Então continue a ler…

Por que traduzir

É comum pensar que a única forma de ajudar no software livre é sendo desenvolvedor. Porém, há outras formas tão nobres quanto de o fazer, e uma delas é a tradução dos softwares. Em sua maioria eles são escritos em inglês, o que dificulta sua difusão em países como o Brasil, onde o inglês não é a língua oficial.

Isso está de certa forma batido (muitos já disseram), mas sempre vale reforçar.

Onde começar

Onde você encontrar um software não traduzido para seu idioma, será um bom lugar para você começar. Um exemplo: há pouco tempo meu pai precisou instalar um anti-vírus no seu computador (não, ele não instalou Linux). Prontamente instalei o Clam AV. O problema é que meu pai não entende inglês. Este é um bom começo.

Há algum software que você sabe que ainda não está traduzido? Procure a página de desenvolvimento (como l10n.gnome.org para softwares do projeto gnome) e verifique como anda a sua tradução. Não se esqueça de nos visitar também no canal #tradutores da freenode, onde é o ponto de encontro de todas as equipes de tradução, independente da distribuição e independente do software.

Agora que já sabe por onde começar, visite-nos na freenode e vamos discutr a sua entrada para o time!

* L10N? Isso é só uma simplificação da escrita, significa Localization, onde há 10 letras entre o L e o N. Logo, l10n.
* Não poderia deixar de citar também o Vladimir Melo, um dos grandes tradutores de software livre.