Tag: liberdade

[Link] The Future Of CSS Typography, @font-face fonts

1 de março de 2010 às 11:56 | Lucas Petes | , , , , ,

The quick fire fox jumps over the explorer
O Smashing Magazine (Inayaili de Leon) fez um excelente post sobre o que está disponível e o que vem por aí no CSS3 com relação a texto e formatação.

A especificação final do CSS3 ainda não está pronta e algumas coisas ainda devem mudar. Muito do que é mostrado ainda não é suportado por alguns dos browsers mais populares (principalmente o Internet Explorer). No entanto, se você é designer ou programador de interfaces já pode fazer alguns testes e ir adiantando o aprendizado. Destaque para o novo text-decoration e mais uma vez para o @font-face.

Um novo mercado

A possibilidade de incluir fontes em um site diferentes das que o usuário possui instaladas na máquina é um grande avanço para o design, sem dúvida. Mais do que isso, é o surgimento de um novo mercado. O Fontspring vende fontes compatíveis com @font-face além das fontes comuns para desktop. Mas, qual a diferença? Bom, a mais importante delas é com relação à licença, que deve permitir explicitamente o embeding. Isto vale também para outras formas de embeding/replacement, como o Cufón (usado aqui no TAS). Para funcionar no IE, a fonte (pelo menos por enquanto) deve ser convertida para o formato EOT, da Microsoft. A principal polêmica do embed de fontes é justamente quanto ao formato x pirataria. Até agora, os formatos de fonte para web são os mesmos do desktop, onde bastaria baixar o arquivo indicado no arquivo CSS para se ter o arquivo de fonte totalmente funcional em um outro computador. Ainda não se chegou a um consenso/acordo entre as type foundries, designers de tipos, fabricantes de browsers, etc., e o assunto ainda deve render.

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Livres das plataformas

26 de novembro de 2007 às 14:54 | Lucas Petes | , , , , , , , , , , ,

Não, o título não se refere às sandálias femininas. Estamos falando de uma inclinação do mercado para o fim das aplicações desenvolvidas para uma única plataforma, seja ela Windows, Linux ou o PS3 que você vai comprar no (próximo) Natal. Estamos falando do desprendimento dos softwares e dos seus produtores de certas parcerias um dia lucrativas, mas que hoje só fazem reduzir o mercado de atuação da empresa – inutilmente.

Se um dia foi ‘vantajoso’ desenvolver sites e sistemas que rodassem somente no IE, está claro que hoje não é mais. O Firefox engoliu parte do seu share no Windows, o Safari no Mac cresceu e apareceu e o Opera é lider pra mobiles (cada vez mais usados para navegação na web convencional. esqueça WAP. Ainda não vi também muito sentindo no .mobi*) e não-PCs – e diga-se de passagem que ele é o browser principal do Michel. Não era uma questão de ‘adivinhar’ que o mercado se comportaria dessa maneira. Esse sempre foi um fator que deveria ter sido considerado: não produzir material somente para o grande player do momento, ainda mais na existência de bons padrões.

Se a utilização do Linux vem crescendo tanto e os Macs têm vendido como nunca, por que fazer um software por exemplo, de ‘edição de imagens’, só para Windows (pior ainda se for utilizando uma ferramenta proprietária só para Windows)? Talvez o produto tenha mais chances de sucesso em outro OS pela falta de bons concorrentes, pelo perfil do usuário ou qualquer que seja o motivo, e você nunca descobrirá. É muito mais fácil ter o reconhecimento dos usuários do Linux que é carente de softwares gráficos por um bom software produzido, do que dos usuários Windows. As ferramentas estão aí. Basta usar.

Já nos consoles, a história é um pouco diferente. Cada plataforma tem suas peculiaridades e especificidades. Poder diferente de hardware, outros controles, outras interações. A EA produz hoje jogos para 14 plataformas diferentes e sinaliza que o ideal seria algo como uma set-top box, onde os jogos seriam baixados pela internet, em uma plataforma única. O resultado? Jogos mais baratos, aumento no número de títulos, maior concorrência entre as produtoras, menos dinheiro gasto somente para portar um mesmo jogo entre várias plataformas, etc. Todos ganham.(1)

A briga das plataformas para o mercado de dispositivos móveis é cada vez mais acirrada, principalmente entre os smartphones. Vale citar aqui o prêmio oferecido pelo Google como incentivo ao desenvolvimento de aplicativos para o Android, que é livre e fruto da Open Handset Alliance, que têm como membros empresas como a LG, Motorola, Intel, nVidia, HTC, Qualcomm e várias grandes operadoras.

* O .mobi foi bem usado recentemente para a venda de “automobile” :)

(1)Fonte: MeioBit

update: o KDE4 deve rodar em Linux, MacOS e Windows.

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Projeto MUAN – Iniciativa open-source para animação

24 de setembro de 2007 às 12:22 | Lucas Petes | , , , ,

Aconteceu aqui em Belo Horizonte nos dias 20 a 23/09 uma edição especial do Anima Mundi 2007 – 15° Festival Internacional de Animação no Brasil na galeria e teatro Klauss Vianna, espaço da Oi Futuro. Logo na entrada tive a grata surpresa de ver uma TV onde exibia tudo que era feito em uma das oficinas, ligada a um notebook rodando Linux (Fedora Core). Na oficina ao lado, a técnica que estava sendo mostrada era o pixilation, também com a ajuda de um computador rodando o Fedora e o software assunto deste post, o MUAN, usado na captura das imagens. Além disso, todos os notebooks das oficinas levavam na tampa o adesivo do software e tinham ao lado folhetinhos que explicavam o software.

Muan é um sistema open-source para animação quadro-a-quadro, desenvolvido e compatível com o sistema operacional Linux. Sua interface gráfica permite a rápida criação, edição, manipulação e visualização de animações, utilizando câmeras de vídeo ou webcams conectadas ao computador. Por ter sido elaborado para propósitos educacionais, MUAN é simples e fácil de operar, contendo funcionalidades que atendem tanto aos iniciantes quanto aos animadores profissionais.

MUAN

MUAN, que vem do tupi-guarani e significa “vagalume”, surgiu da parceria tecnológica da IBM, o trabalho do IMPA e a demanda do Anima Mundi, que desde o seu início, em 1993, necessitou de um software com tais características, principalmente para o uso nas oficinas. O software começou a ser desenvolvido em 2002 e agora encontra-se disponível para a comunidade.

Fiquei impressionado com o trabalho realizado, tanto pela iniciativa de um software open-source para a área de animação, quanto pela qualidade do software e divulgação que recebeu no evento. A IBM já há algum tempo é uma das grandes apoiadoras do Linux, mas não havia visto até então tais esforços na área cultural, artística e educacional. Os custos para se produzir uma animação para fins educacionais e até mesmo profissionais agora se limita ao hardware usado – câmera, iluminação, suportes, o computador -, porque o software é livre e de ótima qualidade. É inclusão de verdade, sem hipocrisia.

Edição de som, de vídeo, gráficos? Ubuntu Studio pra você.

Fontes: MUAN, Cartilha Anima-Escola

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Quebrando o gesso

17 de setembro de 2007 às 16:44 | Lucas Petes | , , ,

Talvez a principal característica das novas empresas de tecnologia que alcançaram grande ou relativo sucesso seja a organização interna. Empresas como o Google têm mostrado na prática que produtividade e sucesso nada tem a ver com cartão de ponto, banco de horas, roupa social e divisórias em Fórmica bege com detalhes em vidro canelado 3mm.

Como seria o ambiente de trabalho ideal? Provavelmente, se você trabalha e tem alguma experiência no mercado, deve fazer o que gosta – ou quase isso. O que falta às vezes é um ambiente de trabalho onde haja liberdade. Liberdade que agiliza e desburocratiza os processos da empresa, mas também que faz com que o profissional se sinta valorizado.

Não são raros os casos em que decisões erradas são tomadas pelo gerente de projeto, o profissional tinha consciência dos erros e nada pôde fazer porque não havia abertura. Em outros casos, o cliente liga em busca de uma informação mas demora a ter a resposta ou os dados se perdem porque ele não trata direto com o responsável pelo projeto – há uma camada de 3 secretárias, 2 gerentes de projeto e um CEO antes disso.

Deixar com que cada um contribua com novas idéias (de novos projetos, de melhoria dos projetos existentes, de melhorias internas da empresa), flexibilizar horários, oferecer opções de benefícios (vale-transporte, vale-combustível, planos de saúde, alimentação, etc) e participação nos resultados dos projetos, entre outros, é tornar o profissional mais útil e produtivo, aumentar a união do grupo e estimular o crescimento pessoal.

Se não faz parte da rotina um grande número de reuniões ou um contato constante com a equipe o trabalho em casa pode ser uma ótima opção. É indiscutível a economia por parte da empresa com espaço físico, estrutura, transporte e alimentação. Melhor ainda é para o profissional, que ganha com a proximidade da família e dos filhos, em tempo com arrumação e deslocamento e em satisfação por trabalhar da maneira que mais gosta – por mais liberdade que o profissional tenha no escritório da empresa, nunca será como na sua própria casa.

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