Tag: open source

Minas on Rails ‘07: Pós-evento

3 de dezembro de 2007 às 13:39 | Carlos Júnior | , , , ,

Sucesso! O MinasOnRails’07 foi muito bom, acho que de 0 a 10 eu daria… hum… 8 :D bom, perdemos 2 pontinhos por pequenas falhas que podem ser relevadas se levado em conta que este foi apenas o primeiro MinasOnRails. Parabéns a todos nós! E agradecimentos especiais a muitas pessoas que seu eu fosse falar o nome isso daria um post inteiro..!

Com os erros e acertos desta edição, já temos muitos planos para o evento do ano que vem, além de muitos planos de ação para a comunidade MinasOnRails (to ansioso por fazer o site!). Plugins, projetos, apoio, eventos and much more!

Bom, vejam as fotos :D

Esperamos todos vocês no próximo ano, tanto os que puderam comparecer este ano quanto os que não puderam.

Abraços!

Novo Paste-it no ar!

31 de outubro de 2007 às 15:29 | Milk-it | ,

O Paste-it é uma ferramenta de debug colaborativo. A principal função da ferramenta é compartilhar um código com outras pessoas – seja em um fórum, instant messenger, IRC, etc – e estas por sua vez responder ao seu post com sugestões para resolver o problema ou sugerir melhorias. Daí é gerada uma nova URL e uma página com as diferenças entre as duas versões do código.

A versão anterior do Paste-it que usávamos foi escrita por Paul Dixon com o nome de Pastebin e modificada por nós, com a inclusão de várias funcionalidades e algumas melhorias. A nova versão foi escrita em PHP sobre o Prado Framework.

Dentre as novas melhorias, estão o CAPTCHA para a prevenção de spam e a gravação de cookies para que o Paste-it sempre se lembre de você e evite o preenchimento do seu nome e do CAPTCHA em posts futuros.

O Paste-it está licenciado pela GPLv2 GPLv3 e pode ser obtido pelo Subversion. Para ter o código-fonte que está em desenvolvimento basta executar o comando abaixo:

svn co http://svn.milk-it.net/open/paste/trunk paste

Se você quiser a versão anterior, que estava no ar, basta executar o comando abaixo:

svn co http://svn.milk-it.net/open/paste/tags/0-6 paste_0-6

Em breve lançaremos um release com o pacote disponível para download, mas por enquanto só está disponível pelo Subversion.

Estamos precisando – e muito – de pessoas dispostas a fazer o highlight das linguagens. Se você se interessar, mande um e-mail para carlos[sem-spam]milki-it.net com dúvidas ou patches :) . Não esqueça de adicionar os seus créditos no patch para serem inseridos no código-fonte.

update 2007-11-19: post privado
update 2008-01-07: urls mais bonitas para post privado
update 2008-02-08: mudamos muito em nossa estrutura, modificamos o repositório do paste-it
update 2008-06-25: o site do Paste-it mudou! Abandonamos o uso do Trac, e agora estamos com o Redmine. Então acesse redmine.milk-it.net/projects

Tradução de Software Livre

27 de setembro de 2007 às 10:39 | Carlos Júnior | , ,

Conheci há algum tempo o movimento dos tradutores de software através do blog do Og. Tive interesse em participar, mas sobrou timidez por conta do meu inglês, que apesar de não ser ruim, foi autodidaticamente em IRC, jogos, filmes e artigos científicos. O que eu não esperava é que para trabalhar com tradução de software o mais importante não é ter um inglês de alguém natural de um país que o têm como língua oficial, mas sim um conhecimento básico e força de vontade para a tarefa.

A rotina de um tradutor passa constantemente pelos vocabulários padrões (LDP-BR, Open-Tran), pelo irc (#tradutores na freenode), pelas listas de discussão e até pelos tradutores on-line. Vale lembrar que um dos grandes erros de quem começa a traduzir é pensar que tudo deve ser traduzido exatamente da forma como foi escrito originalmente. Porém, apesar de que a fidelidade é necessária, o mais importante é manter o sentido original.

Se empolgou? Então continue a ler…

Por que traduzir

É comum pensar que a única forma de ajudar no software livre é sendo desenvolvedor. Porém, há outras formas tão nobres quanto de o fazer, e uma delas é a tradução dos softwares. Em sua maioria eles são escritos em inglês, o que dificulta sua difusão em países como o Brasil, onde o inglês não é a língua oficial.

Isso está de certa forma batido (muitos já disseram), mas sempre vale reforçar.

Onde começar

Onde você encontrar um software não traduzido para seu idioma, será um bom lugar para você começar. Um exemplo: há pouco tempo meu pai precisou instalar um anti-vírus no seu computador (não, ele não instalou Linux). Prontamente instalei o Clam AV. O problema é que meu pai não entende inglês. Este é um bom começo.

Há algum software que você sabe que ainda não está traduzido? Procure a página de desenvolvimento (como l10n.gnome.org para softwares do projeto gnome) e verifique como anda a sua tradução. Não se esqueça de nos visitar também no canal #tradutores da freenode, onde é o ponto de encontro de todas as equipes de tradução, independente da distribuição e independente do software.

Agora que já sabe por onde começar, visite-nos na freenode e vamos discutr a sua entrada para o time!

* L10N? Isso é só uma simplificação da escrita, significa Localization, onde há 10 letras entre o L e o N. Logo, l10n.
* Não poderia deixar de citar também o Vladimir Melo, um dos grandes tradutores de software livre.

Projeto MUAN – Iniciativa open-source para animação

24 de setembro de 2007 às 12:22 | Lucas Petes | , , , ,

Aconteceu aqui em Belo Horizonte nos dias 20 a 23/09 uma edição especial do Anima Mundi 2007 – 15° Festival Internacional de Animação no Brasil na galeria e teatro Klauss Vianna, espaço da Oi Futuro. Logo na entrada tive a grata surpresa de ver uma TV onde exibia tudo que era feito em uma das oficinas, ligada a um notebook rodando Linux (Fedora Core). Na oficina ao lado, a técnica que estava sendo mostrada era o pixilation, também com a ajuda de um computador rodando o Fedora e o software assunto deste post, o MUAN, usado na captura das imagens. Além disso, todos os notebooks das oficinas levavam na tampa o adesivo do software e tinham ao lado folhetinhos que explicavam o software.

Muan é um sistema open-source para animação quadro-a-quadro, desenvolvido e compatível com o sistema operacional Linux. Sua interface gráfica permite a rápida criação, edição, manipulação e visualização de animações, utilizando câmeras de vídeo ou webcams conectadas ao computador. Por ter sido elaborado para propósitos educacionais, MUAN é simples e fácil de operar, contendo funcionalidades que atendem tanto aos iniciantes quanto aos animadores profissionais.

MUAN

MUAN, que vem do tupi-guarani e significa “vagalume”, surgiu da parceria tecnológica da IBM, o trabalho do IMPA e a demanda do Anima Mundi, que desde o seu início, em 1993, necessitou de um software com tais características, principalmente para o uso nas oficinas. O software começou a ser desenvolvido em 2002 e agora encontra-se disponível para a comunidade.

Fiquei impressionado com o trabalho realizado, tanto pela iniciativa de um software open-source para a área de animação, quanto pela qualidade do software e divulgação que recebeu no evento. A IBM já há algum tempo é uma das grandes apoiadoras do Linux, mas não havia visto até então tais esforços na área cultural, artística e educacional. Os custos para se produzir uma animação para fins educacionais e até mesmo profissionais agora se limita ao hardware usado – câmera, iluminação, suportes, o computador -, porque o software é livre e de ótima qualidade. É inclusão de verdade, sem hipocrisia.

Edição de som, de vídeo, gráficos? Ubuntu Studio pra você.

Fontes: MUAN, Cartilha Anima-Escola