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Case – Site da Milk-it

22 de outubro de 2007 às 18:07 | Michel Filipe | , , , , ,

Olá a todos! Tomei a iniciativa de criar uma “coluna” no blog para contar as histórias dos cases da Milk-it. Vou começar a coluna contando a história do nosso próprio site.

Muitos aqui não sabem, mas a Milk-it ficou um ano sem site. Não tínhamos condições de parar algum projeto para nos dedicar somente ao nosso site, e ainda não temos, mas é com isso que entra a parte interessante. Eu, Lucas e Carlos sabíamos que uma empresa de tecnologia sem site é equivalente a um cavaleiro sem cavalo – me perdoe a analogia hehe. Pensando assim, resolvemos aproveitar a semana em que um projeto estava em homologação e decidimos botar a “mão na massa”. Uma semana é muito pouco? Sim, também achamos, mas conseguimos!

1ª Etapa – Elaboração das telas

Esboço das telas do site da Milk-itPor sorte o Lucas havia elaborado uma idéia de layout para o site em suas horas vagas. Isto facilitou muito o nosso trabalho por conta do tempo que tínhamos disponível, porque não precisávamos passar pelo famoso ócio criativo.

Aqui na Milk-it temos um quadro branco que serve para rabiscarmos idéias e tarefas, então fizemos uma reunião para definir os elementos que vão ter nas telas e os fluxos delas. A imagem ao lado mostra o esboço que fizemos – a qualidade da foto está ruim, porque foi tirada de um celular. Se reparar, vai ver que o site segue os fluxos de telas desse esboço apesar das seções não serem as mesmas.

2ª Etapa – Corte do layout e os textos do site

Esboço dos textos do site da Milk-itNesta etapa dividimos o trabalho em duas partes: O Lucas cortou o layout, eu e o Carlos produzimos os textos. A imagem ao lado mostra como era feita (Google Docs) a produção dos textos. O Lucas finalizou rapidamente o corte do layout e começou a ajudar na produção dos textos. Com todo o conteúdo produzido mandamos para a nossa redatora freelancer, que também concluiu o trabalho em poucas horas.

3ª Etapa – Integração do layout com o Rails

Essa parte foi a mais fácil! Só precisou do Lucas trabalhando sob demanda para o Carlos. Em menos de 1 dia de trabalho foi tudo concluído. Claro, como um bom admirador não poderia deixar de dizer que o Rails ajudou demais o nosso trabalho.

Apesar das “mil maravilhas”, eu e o Carlos tivemos uma pequena discussão: “Usar a página de busca do Google ou a API do Yahoo para fazer as buscas no site?”. Eu, focando sempre em simplicidade, queria usar a página de busca do Google e o Carlos a API do Yahoo. O Carlos acabou me convencendo que iria desenvolver rapidamente e iria ficar muito mais bonita. Tenho que tomar cuidado, acho que sou um fanático por simplicidade… Hehehe!

Apesar de existir a 4ª etapa, foi nessa etapa que lançamos o site e concluímos uma semana de trabalho.

4ª Etapa – Correção dos bugs

Para quem já leu o Getting Real (37Signals) e/ou A Catedral e o Bazar (Eric Raymond) sabe que é melhor lançar uma versão Beta e continuar melhorando, do que lançar uma versão Release e deixar parada. Você acaba moldando naturalmente o software para atender aquilo que ele realmente se propõe, sem funcionalidades X,Y,Z que ninguém usa. Corrigimos alguns bugs que aconteciam na renderização de alguns browsers – minha raiva pelo IE só aumenta -, melhoramos algumas páginas e implementamos alguns detalhes no site.

Já estamos com algumas alterações para fazer no site. Estamos planejando para ver se “aquela semana” aparece. E quero deixar claro que o desenvolvimento do site não acabou e que precisamos da ajuda de vocês para deixa-lo da melhor forma possível. Então, para sugestões, bugs e críticas utilize o nosso contato.

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Genérico ou Especializado?

21 de setembro de 2007 às 17:21 | Michel Filipe | , , , ,

Aqui vai uma pergunta aparentemente fácil: Software bom é aquele que atende a todos ou só a um grupo especializado? A maioria das pessoas não vai hesitar em responder, mas o número de pessoas que acham melhor o software que atende a todos ou o que atende a um grupo especializado é quase igual. Temos softwares de sucesso em ambos os lados como o Microsoft Project e o TRAC. O Microsoft Project procura atender a todos os clientes que precisam de um gerenciador de projeto, enquanto o TRAC procura atender somente aos que precisam de um gerenciador de projeto simples. Não existe o melhor ou pior, mas neste post vou tentar convencer a vocês de que se construir softwares para um grupo especializado é melhor.

Uma empresa de Chicago, Estados Unidos, chamada 37Signals lançou há algum tempo um livro que considero uma obra-prima do desenvolvimento de software, o Getting Real (versão em português). Alguns gostaram tanto do livro a ponto de dizer que seu conteúdo é uma metodologia. Na verdade o Getting Real está mais para uma filosofia de gerenciamento de projeto de software, que também pode ser aplicada em outras áreas. O livro tenta deixar claro que você ganha mais quando faz menos – e que novos problemas, funcionalidades e mudanças vão aparecer sempre, e se você se mantiver pequeno passará por eles mais facilmente.

Um conceito interessante é que você sempre deve se focar na prática, fazendo com que a teoria se torne uma maneira de melhorar a prática. A prática é tão levada a sério que o livro recomenda que você comece o sistema pelas telas e não pelos diagramas uml, porque com as telas que os usuários do sistema vão interagir. E eles não estão mentindo.

Também seguindo o conceito de A Catedral e o Bazar (de Eric Raymond), o Getting Real incentiva que o software seja liberado para os usuários o quanto antes, porque assim você passa a ter feedbacks que direcionam o desenvolvimento do seu software para a real necessidade dos usuários. Então eu devo liberar Beta? Sim! O quanto antes você liberar o seu software, mais satisfeito ficará o usuário e mais chances ele terá de alcançar o sucesso.

Voltando a comparação do Microsoft Project e o TRAC, depois de ter entendido o Getting Real, faço algumas perguntas:

  • Para solucionar bugs, qual é o mais fácil? TRAC.
  • Se tiver que solucionar problemas no projeto, qual tem mais prejuízo? Microsoft Project.
  • Mudança grande no projeto, qual vai sofrer mais para concluir? Microsoft Project.
  • Qual software precisa de uma linha de aprendizagem maior? Microsoft Project, que é muito maior.
  • Qual software tem a maior parte de suas funcionalidades sendo usadas? TRAC, que por experiência própria chega a ser quase 100%.
  • Qual software precisa de um maior investimento inicial? Microsoft Project – dá até medo de pensar.
  • Quando você usa o TRAC, você fica tão satisfeito quanto o Microsoft Project? Sim, apesar que raramente tenho que usar algum outro software para uma necessidade específica.
  • Qual precisa de um maior esforço inicial do cliente – sem pensar no pagamento da licença? Microsoft Project.

Na Milk-it usamos a filosofia do Getting Real em tudo que podemos e nossos ganhos para uma empresa nova estão sendo significativos. Se você quer evitar stress no mundo de hoje onde temos que gerenciar várias coisas, sempre ao mesmo tempo, leia o livro e pratique. :)

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Quebrando o gesso

17 de setembro de 2007 às 16:44 | Lucas Petes | , , ,

Talvez a principal característica das novas empresas de tecnologia que alcançaram grande ou relativo sucesso seja a organização interna. Empresas como o Google têm mostrado na prática que produtividade e sucesso nada tem a ver com cartão de ponto, banco de horas, roupa social e divisórias em Fórmica bege com detalhes em vidro canelado 3mm.

Como seria o ambiente de trabalho ideal? Provavelmente, se você trabalha e tem alguma experiência no mercado, deve fazer o que gosta – ou quase isso. O que falta às vezes é um ambiente de trabalho onde haja liberdade. Liberdade que agiliza e desburocratiza os processos da empresa, mas também que faz com que o profissional se sinta valorizado.

Não são raros os casos em que decisões erradas são tomadas pelo gerente de projeto, o profissional tinha consciência dos erros e nada pôde fazer porque não havia abertura. Em outros casos, o cliente liga em busca de uma informação mas demora a ter a resposta ou os dados se perdem porque ele não trata direto com o responsável pelo projeto – há uma camada de 3 secretárias, 2 gerentes de projeto e um CEO antes disso.

Deixar com que cada um contribua com novas idéias (de novos projetos, de melhoria dos projetos existentes, de melhorias internas da empresa), flexibilizar horários, oferecer opções de benefícios (vale-transporte, vale-combustível, planos de saúde, alimentação, etc) e participação nos resultados dos projetos, entre outros, é tornar o profissional mais útil e produtivo, aumentar a união do grupo e estimular o crescimento pessoal.

Se não faz parte da rotina um grande número de reuniões ou um contato constante com a equipe o trabalho em casa pode ser uma ótima opção. É indiscutível a economia por parte da empresa com espaço físico, estrutura, transporte e alimentação. Melhor ainda é para o profissional, que ganha com a proximidade da família e dos filhos, em tempo com arrumação e deslocamento e em satisfação por trabalhar da maneira que mais gosta – por mais liberdade que o profissional tenha no escritório da empresa, nunca será como na sua própria casa.

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