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Webfonts: Agora vai!

23 de abril de 2010 às 15:10 | Lucas Petes | , , , , ,

Talvez o assunto mais polêmico da especificação do CSS3 (enquanto o mais polêmico do HTML5 provavelmente seja o codec de <video>), o Web Open Font Format foi aprovado pela W3C no último dia 8, tendo também como signatário… a Microsoft.

Ter a Microsoft no jogo significa muito. Primeiro, porque o IE detém o maior market share; de nada adianta o desenvolvimento de um padrão se ele não puder ser amplamente usado. Segundo, porque se esperava que a Microsoft fosse aparecer com algum formato próprio e ir mais uma vez contra a corrente. Terceiro que, além do suporte a HTML5 e outros padrões já estabelecidos que serão suportados no IE9, a Microsoft deve somar forças no desenvolvimento dos novos padrões e tirar o atraso.

O WOFF já vinha sendo apoiado pela Mozilla e por várias type foundries (design/comércio de fontes) e surge como a evolução de outras iniciativas: ZOT (Mozilla) e .webfont (designers de tipos). Outros formatos fazem parte das tentativas de incorporação de fontes em sites: EOT (da Microsoft. Talvez o primeiro formato, suportado inclusive no IE6), uso direto de OpenType (Safari, Mozilla) ou mesmo SVG.

Entre os requisitos para um bom formato de webfonts estão a geração de subsets, compressão, incorporação da licença de uso da fonte e a compatibilidade com os formatos existentes, tanto para uma boa conversão das curvas das fontes, quanto para o suporte a ligaduras e outras features dos formatos modernos de fontes.

O que muda com o WOFF

Como você deve saber bem, para se usar hoje uma fonte (declarando font-family e pronto) esta precisa estar instalada no computador do usuário, o que limita as escolhas a pouco mais de meia dúzia de fontes seguras.. A simples incorporação da fonte também não é uma solução aceitável para as foundries, uma vez que abriria (ainda mais) as portas para a pirataria.

Usar hoje uma fonte diferente em um projeto web exige alguns malabarismos. O primeiro deles é usar imagens para representar o texto (não esquecer do atributo alt, por favor). Dá algum trabalho, mas resolve se o texto for estático. Caso contrário, passamos para os text replacements, que são scripts (PHP, Flash, JS, etc) que substituem o texto dos elementos especificados na página por imagens geradas dinamicamente, Flash ou SVG (caso do Cufón, usado nos títulos aqui do TAS). O text replacement também tem suas desvantagens, por depender de plugins e outros suportes do browser, pesar um bocado ou não suportar a seleção do texto.

A incorporação de fontes é normalmente aceita de alguma forma pela licença das fontes. Comum em Flashs e PDFs, vai ser também para a Web. Uma versão limada da fonte (com apenas os caracteres necessários para a apresentação do conteúdo) é gerada e incorporada ao site, o que também já é considerada uma proteção suficiente.

Daqui pra frente

Aceito pela W3C, o padrão vai ser conduzido pelo WebFonts Working Group para refinar a especificação e desenvolver uma recomendação formal. Provavelmente o WOFF não seja suportado a curto prazo nos browsers, tampouco já deve fazer parte do IE9, mas, pra uma novela que já se arrasta por tanto tempo, não custa esperar um pouco mais.

(via Ars Technica e Estadão)

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IE9: Chuva de Canivetes!

19 de março de 2010 às 16:25 | Lucas Petes | , , , , , ,

Site Internet Explorer 9

Em tempo: Anunciado esta semana, o Internet Explorer oferecerá suporte a CSS3, HTML5, SVG e tratá um novo motor Javascript, o Chakra. Pelos testes de desempenho, o novo motor é mais rápido que o Gecko (Firefox) mas ainda inferior a Webkit (Chrome, Safari) e Opera. O browser virá também com suporte a aceleração de hardware (usando a GPU) e faz uma bela pontuação no Acid3. Mais infos no blog oficial.

No rascunho do HTML5 ainda não consta o status atualizado da implementação no IE9.

(via Pinceladas da Web)

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[Link] The Future Of CSS Typography, @font-face fonts

1 de março de 2010 às 11:56 | Lucas Petes | , , , , ,

The quick fire fox jumps over the explorer
O Smashing Magazine (Inayaili de Leon) fez um excelente post sobre o que está disponível e o que vem por aí no CSS3 com relação a texto e formatação.

A especificação final do CSS3 ainda não está pronta e algumas coisas ainda devem mudar. Muito do que é mostrado ainda não é suportado por alguns dos browsers mais populares (principalmente o Internet Explorer). No entanto, se você é designer ou programador de interfaces já pode fazer alguns testes e ir adiantando o aprendizado. Destaque para o novo text-decoration e mais uma vez para o @font-face.

Um novo mercado

A possibilidade de incluir fontes em um site diferentes das que o usuário possui instaladas na máquina é um grande avanço para o design, sem dúvida. Mais do que isso, é o surgimento de um novo mercado. O Fontspring vende fontes compatíveis com @font-face além das fontes comuns para desktop. Mas, qual a diferença? Bom, a mais importante delas é com relação à licença, que deve permitir explicitamente o embeding. Isto vale também para outras formas de embeding/replacement, como o Cufón (usado aqui no TAS). Para funcionar no IE, a fonte (pelo menos por enquanto) deve ser convertida para o formato EOT, da Microsoft. A principal polêmica do embed de fontes é justamente quanto ao formato x pirataria. Até agora, os formatos de fonte para web são os mesmos do desktop, onde bastaria baixar o arquivo indicado no arquivo CSS para se ter o arquivo de fonte totalmente funcional em um outro computador. Ainda não se chegou a um consenso/acordo entre as type foundries, designers de tipos, fabricantes de browsers, etc., e o assunto ainda deve render.

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[Link] Dive Into HTML5

18 de fevereiro de 2010 às 11:58 | Lucas Petes | , , ,

openclipart
Mark Pilgrim (O’Reilly Media) está escrevendo e publicando uma seleção das funcionalidades mais bacanas do HTML5.

O site faz uso de fonte embed via @font-face, uma das grandes novidades da especificação – além das tags <video>, <audio> e <canvas>, já tão comentadas por aí.

Alguns capítulos já estão prontos ou num estágio bem avançado. Alguns outros, por enquanto, só constam no índice. Pilgrim dá exemplos de aplicação, compara e explica blocos de código.

Em inglês.

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A Web e o HTML: Passado, presente e futuro (Parte 3)

15 de janeiro de 2008 às 11:57 | Lucas Petes | , , , , , , , , , ,

Bom, depois de ficar muito tempo sem postar (perdão!) e de assistir 2001: Uma Odisséia no Espaço, o que me deixará afetado por algumas semanas, retomo este post.

O HTML foi criado como um meio de troca de documentos (científicos) entre máquinas e sistemas diferentes, usando o protocolo HTTP. Quem um dia já teve a oportunidade de escrever um documento científico sabe que ele é constituído de diversos elementos (titulo, resumo, autores, bibliografia, referências, etc.) que geralmente se repetem ou são obrigatórios/necessários. Com essa estrutura ‘previsível’, levantar e implementar as tags HTML necessárias para formatar tais documentos provavelmente não foi uma tarefa das mais difíceis. Além disso, diversas tags o HTML já herdava do SGML.

… mas a Web cresceu. Foi aberta para o mundo, para todos. E aí? Nem só de documentos científicos vivia essa Web.

Pois bem. Os browsers cresceram e apareceram com a Web. Mosaic, Netscape, Internet Explorer.

- Como colocar ‘tal’ texto em ‘tal’ lugar? Como criar colunas, barras, etc?
- Tipo um jornal?
- É! Tipo um jornal!
- Ora! Com tabelas!

Com tabelas, por favor!

As tabelas foram incluídas na especificação do HTML 3, em 1995. Daí pra frente, além de carregarem consigo dados tabulares, as tabelas serviam de grid para as páginas. E assim foi até uns dias atrás.

A proposta do CSS1 veio no mesmo ano, em novembro. A Microsoft adotou a idéia e prometeu implementar no recém-lançado Internet Explorer

Vale lembrar que desde 1993 havia na lista www-talk a idéia de uma folha de estilos pra HTML. Nada ainda em ‘cascata’. Veja a proposta do pessoal da O’Reilly:

@H1 fo(fa=he,si=32,we=bo) ve(be=1,af=2)

que equivale a:

h1 {
  font-family: sans-serif;
  font-size: 32pt;
  font-weight: 900;
  padding-top: 1em;
  padding-bottom: 2em;
}

Daí em diante, muita água passou por debaixo da ponte. A web crescia mais e mais. Novas possibilidades surgiam: e-commerce, leilões, chats, comunidades, enormes portais, web apps. Os browsers – claro, principalmente o eixo IE-Netscape – implementavam novas tags e outras tecnologias deliberadamente, levados pelo mercado e na tentativa de ganhar novos adeptos, tanto o usuário final quanto o desenvolvedor. Site compatível com IE nem sempre era com o Netscape e vice-versa.

A especificações do HTML4 e do CSS2 foram liberadas em 1998. Também em 1998, foi fundado o WaSP, o projeto Mozilla e foram iniciados os rascunhos do que viria a ser o XHTML.

E o vento começou a virar

Pequenos e grandes movimentos deram início ao trabalho de evangelização dos webstandards. A tecnologia disponível e a maioria dos browsers em uso já suportava o “pleno” uso de HTML/CSS para a construção de quaisquer tipos de site sem o uso, por exemplo, de tabelas como grid ou da tag <font>.

Como antes “HTML não era importante”, era “coisa pra browser entender” e era “uma bagunça de tag com trilhões de <td>”, nem todo ‘profissional’ web entendia HTML – o negócio era editor WYSIWYG. Macromedia Dreamweaver, Microsoft FrontPage, Netscape Composer, Adobe GoLive! e tantos outros eram ferramentas essenciais. Até concordo. Criar inúmeras estruturas de tabelas aninhadas na unha nunca foi tarefa das mais fáceis. Pior ainda era entender aquilo depois. No entanto, o movimento dos webstandards pregava uma coisa que essas ferramentas ainda não faziam no modo visual – e não fazem direito até hoje. Talvez por isso a migração para os padrões tenha sido tão lenta: a longa curva de aprendizado dos profissionais que até então dominavam o mercado e a demora para a evolução das ferramentas.

Do início dos anos 2000 pra cá, a adoção dos webstandards cresceu exponencialmente. Quem até então relutava em fazer da web um mundo melhor foi convencido pelo bolso (redução de custos e tempo de implementação e manutenção), pela equipe (programador nenhum gosta de trabalhar em um mar de <td>), ou pelo Google (conteúdo relevante como ele deve ser). Ah, sem falar que agências e profissionais anunciavam webstandards como diferencial competitivo – o que de fato era. Como a concorrência não quer nunca ficar pra trás, fizeram a lição de casa.

O XHTML foi liberado em 2000, como uma substituição/evolução do HTML 4. Hoje provavelmente seja a especificação mais usada para a escrita de novos documentos, mais por conta das melhorias de sintaxe em relação do HTML 4 do que pela abordagem do seu uso como documento XML. O futuro proposto pela W3C para o XHTML foi visto por Apple, Mozilla e Opera como um distanciamento da realidade e das necessidades dos autores dos documentos da web. Por conta disso, formaram o WHATWG, com foco principal na construção da especificação do Web Applications 1.0 (aka HTML 5).

No próximo post (provavelmente o último), as mudanças nas sintaxes de HTML4 e XHTML para HTML 5.

Ref: http://virtuelvis.com/archives/2005/01/css-history – História do CSS, principalmente quanto às sintaxes propostas

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